Golpe do Pix: o que é, como acontece e o que fazer

Tempo de leitura: 2 minutos

O golpe do Pix se tornou uma das fraudes mais comuns no Brasil. A promessa de rapidez e praticidade do sistema acabou sendo explorada por criminosos, que utilizam engenharia social, falsos atendimentos e perfis clonados para induzir vítimas a transferirem valores em poucos segundos.

Entender como o golpe funciona é o primeiro passo para agir corretamente — e, em alguns casos, tentar reverter o prejuízo.


O que é o golpe do Pix?

O golpe do Pix é considerado um crime cibernético e ocorre quando alguém é induzido a realizar uma transferência instantânea para uma conta fraudulenta, acreditando estar pagando uma dívida legítima, ajudando um conhecido ou resolvendo um problema urgente.

Na maioria dos casos, a vítima autoriza a transação, o que dificulta a recuperação imediata do valor.


Quais são os golpes do Pix mais comuns?

Os criminosos adaptam constantemente as estratégias, mas alguns formatos se repetem:

  • Golpe do falso parente ou amigo no WhatsApp

  • Golpe do falso funcionário do banco

  • Golpe do Pix agendado ou devolução falsa

  • Golpe do anúncio falso em marketplaces

  • Golpe da falsa central de atendimento

Em todos eles, o fator central é a urgência emocional, que reduz a capacidade de análise da vítima.


Golpe do Pix é crime?

Sim. O golpe do Pix pode configurar diferentes crimes, como:

  • Estelionato

  • Falsa identidade

  • Associação criminosa

  • Crimes eletrônicos

Além da esfera criminal, o caso também pode gerar responsabilidade civil, dependendo da conduta das instituições envolvidas.


Dá para recuperar o dinheiro?

A resposta honesta é: depende do caso.

Quando a vítima age rapidamente, existe a possibilidade de utilização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central. No entanto, o sucesso depende de fatores como:

  • Tempo entre o golpe e a comunicação ao banco

  • Existência de saldo na conta do golpista

  • Análise do banco recebedor

  • Indícios claros de fraude

Mesmo quando o valor não é devolvido administrativamente, pode haver discussão judicial, principalmente se houver falha na segurança bancária.


O que fazer imediatamente após cair em um golpe do Pix?

Algumas medidas são essenciais:

  1. Comunicar o banco imediatamente

  2. Registrar boletim de ocorrência

  3. Guardar comprovantes e conversas

  4. Evitar novos contatos com o golpista

  5. Avaliar orientação jurídica especializada

O tempo é um fator decisivo nesses casos.


O banco é sempre responsável?

Não automaticamente.

Cada caso precisa ser analisado individualmente. Há situações em que o banco não responde, e outras em que a falha de segurança, a demora no atendimento ou a ausência de mecanismos eficazes podem gerar responsabilidade.

Generalizações costumam levar a expectativas irreais — por isso a análise técnica é fundamental.


Golpe do Pix não é só prejuízo financeiro

Além da perda do dinheiro, muitas vítimas sofrem:

  • Abalo emocional

  • Vergonha ou culpa indevida

  • Endividamento

  • Dificuldades para registrar reclamações

É importante compreender que o golpe se baseia em manipulação psicológica, não em ingenuidade.


Como se prevenir?

Algumas práticas reduzem bastante o risco:

  • Desconfiar de pedidos urgentes de dinheiro

  • Confirmar informações por outro canal

  • Nunca clicar em links recebidos por mensagem

  • Não fornecer códigos ou senhas

  • Limitar valores de transferência no aplicativo

Prevenção ainda é a melhor estratégia.


Golpe do Pix deve ser analisado antes de qualquer decisão

Antes de aceitar que o prejuízo é definitivo ou tentar soluções improvisadas, o ideal é compreender se o caso permite alguma medida efetiva.

Uma análise jurídica adequada pode esclarecer riscos, possibilidades e evitar novos prejuízos.

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Scott Rocco Dezorzi

Advogado Especialista em Direito Digital, Propriedade Intelectual e Proteção de Dados

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